Esses dias eu estava tendo uma discussão saudável com um colega de profissão sobre estratégias de marketing para vender um produto, e chegamos ao seguinte debate:

O que vale mais? Um produto ruim com um marketing bem feito ou um ótimo produto sem um marketing ativo?

Bom, essa foi uma discussão longa e bem produtiva, e hoje eu trago para você algumas conclusões que tive sobre o assunto.

Um bom produto sempre terá o “marketing boca a boca” como aliado

Bom, o primeiro ponto desse artigo é levar em consideração o marketing natural, o famoso “boca a boca”. Esse é um dos maiores aliados de qualquer negócio, já que é o melhor marketing possível.

A indicação no meu ponto de vista é e sempre será a melhor divulgação possível, já que seu custo é ZERO. E quando alguém indica algo, geralmente indica pela ótima experiência obtida com aquele produto ou serviço.


Além do que, as pessoas tem a tendência de nunca indicar algo para as outras sem terem tido uma experiência anterior ou conhecer alguém que já teve. Afinal, ninguém quer ficar mal com um parente ou amigo por causa de uma indicação ruim não é mesmo?

Então se o produto é bom, ele já tem um excelente ponto de partida que é o marketing “boca a boca”, que naturalmente irá ajudar bastante na divulgação e no desempenho da campanha.

Mas e quando o produto tem problemas?

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Campanhas de marketing não fazem milagres! Se o produto é ruim, ele continuará ruim.

Costumo prestar bastante atenção e interagir com anúncios e campanhas de diversos serviços e produtos na internet, além de ser um hobby meu, gosto de entender quais estratégias os profissionais de marketing estão aplicando em suas campanhas.

E atualmente eu tenho percebido uma enxurrada de produtos ruins com campanhas de marketing bem trabalhadas, gatilhos mentais e várias estratégias de marketing de conteúdo.

Ai você vai me perguntar: “qual o problema quando o marketing é bom e o produto nem tanto?”

Vamos lá, vou dar um exemplo que frustrou donas de casa de todo o Brasil na década de 70.

Uma gigante do ramo alimentício vendia milhares de perus de natal todos os anos, e decidiu inovar colocando um pino vermelho no peru de natal que levantava assim que o peru estivesse pronto.


O problema é que na propaganda mostrava uma dona de casa colocando um peru no forno e indo fazer os outros pratos da ceia de natal, assim que o peru estava assado dentro do forno, o pino se levantava e um som de apito era emitido pelo pino na propaganda.

Resultado, todo mundo pensava que o tal pino, além de levantar também apitava quando o peru estivesse pronto. Mas não era isso que ele fazia, ele só levantava, mas não emitia som algum…

Você já pode imaginar o caos que isso causou na noite de natal de várias famílias brasileiras não é mesmo? Milhares de donas de casa acharam que seus perus de natal iriam apitar quando ficassem prontos, o que não ocorreu e acabaram queimados dentro do forno.


A propaganda, que era excelente por sinal, acabou gerando um efeito negativo sobre o produto, já que divulgou uma funcionalidade que não existia, e frustrou milhares de pessoas numa das datas mais importantes do nosso calendário.

A conclusão que quero chegar aqui, é que não adianta ter um marketing excepcional ou uma propaganda fantástica, se o produto não for exatamente igual ou melhor do que foi divulgado, as chances de ter reclamações e devoluções é muito grande, além de frustar seus clientes fiéis e afasta-los de sua marca.

O feitiço se volta contra o feiticeiro, cuidado com o marketing “boca a boca” negativo.


O efeito que deveria ser positivo pela exposição gerada através das campanhas de marketing para vender seu produto, vai acabar sendo negativo caso seu produto não seja o que o consumidor esperava, principalmente se for muito inferior ao que foi divulgado por toda a sua campanha.

E você lembra do marketing “boca a boca” citado no começo do artigo? Ele é ótimo não é mesmo? Agora imagine esse mesmo tipo de divulgação, só que negativa… É simplesmente arrasador.

O produto ruim tem como “aliado” o “boca a boca” negativo, que nos tempos atuais com as redes sociais e a facilitação do compartilhamento de informação foi potencializado de uma maneira incrível. Aliás, se você ainda acha que as redes sociais não afetam o seu negócio, leias depois esse artigo.

Além de reclamações e devoluções, a empresa ainda terá que lidar com as duras críticas de clientes insatisfeitos ou até mesmo de pessoas que não comparam o produto mas ficaram indignadas no lugar de quem comprou, gerando um indignação coletiva.

E qual seria a fórmula ideal para vender e satisfazer os clientes?

produto bom + marketing ativo = vendas e clientes satisfeitos.

Eu não acho que uma empresa deve ter uma coisa melhor que a outra, pelo contrário, acredito muito que ter um equilíbrio é essencial para tudo que se faz na vida, inclusive marketing para vender produtos ou serviços.


Vamos criar um caso hipotético aqui:

Digamos que nós temos um produto, e ele de fato é muito bom. Ora ele já tem a capacidade de se vender sozinho após as primeiras vendas, já que se o produto é bom o marketing “boca a boca” o ajuda a alcançar mais pessoas. Que geralmente estão extremamente interessadas já que foram convertidas por outros cliente que obtiveram boas experiências.

Agora junte isso com uma boa campanha de marketing, que seja totalmente pensada e dimensionada para esse produto, e voilá! Temos uma fórmula equilibrada e eficiente para impulsionar as vendas do seu produto.

Mesmo o produto sendo muito bom ele irá precisar de um marketing ativo, já que sem ele, é difícil ter volume de vendas. Em contra partida, o time de marketing precisa divulgar um produto que seja bom, se não o efeito pode ser negativo para a sua empresa.

Com um produto bom você acaba reduzindo também o risco de reclamações, devoluções e experiências negativas.

Não se esqueça do pós venda!

Existem outras coisas que afetam a experiência do cliente quando ele interage com seu produto ou serviço, uma delas é o famoso “pós venda”, lembre-se que não adianta ter um excelente produto, marketing para vender e um péssimo suporte ao cliente no pós venda.

Mas isso já é assunto para outro artigo…


Se você está investindo pesado em marketing para vender seu produto ou serviço mas os resultados não estão sendo convertidos em vendas, as vezes o problema pode ser o produto e não o marketing, deixe nos comentários a sua experiência ou sua dúvida.

Abraços e até a próxima!